
A Universidade Estadual do Centro-Oeste garantiu mais 16 bolsas para apoiar o desenvolvimento de pesquisas na pós-graduação stricto sensu. O investimento, distribuído entre mestrado e doutorado, provém do Programa Institucional de Bolsas de Pós-Graduação (PIBPG) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.
O projeto institucional apresentado pela Unicentro envolveu os programas de pós-graduação em Agronomia, Biologia Evolutiva, Ciências Farmacêuticas, Desenvolvimento Comunitário, Geografia, Nanociências e Biociências, além de Química Aplicada, após chamada pública interna. A distribuição dos recursos visa fortalecer a produção científica e tecnológica regional em temas estratégicos, como energias renováveis; materiais avançados; tecnologias sociais e emergência climática.
Para o coordenador de Projetos Estratégicos da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da Unicentro, Marcos Ventura Faria, o investimento é importante para aprimorar os projetos de pesquisa e inovação desenvolvidos na instituição. “Essa iniciativa, que se soma a outros programas de fomento, também promove o fortalecimento dos nossos programas de pós-graduação em áreas prioritárias, garantindo melhores condições para os pesquisadores e bolsistas”, destaca o professor.
A Unicentro participa desta chamada desde 2023. “Com o ciclo de 2026, a Universidade atinge o total de 70 bolsas destinadas pelo PIBPG do CNPq”, ressalta o coordenador.
Dedicação à pesquisa
Um dos projetos recentemente contemplados foi o da doutoranda Maria Vitória Sovrani, do Programa de Pós-Graduação em Agronomia (PPGA) do Câmpus Cedeteg, em Guarapuava, que é orientada pelo professor Cristiano André Pott, do Laboratório de Física, Manejo e Conservação do Solo.
“A minha pesquisa busca compreender os impactos da erosão do solo, especialmente em áreas agrícolas, e como esse processo afeta os recursos hídricos, a produtividade agrícola e o equilíbrio ambiental frente às mudanças climáticas. Esse tema é relevante porque a erosão não compromete apenas o solo, mas também influencia a qualidade da água e a sustentabilidade da produção de alimentos”, explica Maria Vitória, que iniciou o doutorado este ano.
De acordo com ela, no contexto paranaense, em que a agricultura possui expressiva importância econômica e social, estudar os processos erosivos é relevante para contribuir com práticas mais sustentáveis de manejo do solo e conservação ambiental. “A minha pesquisa também pode auxiliar na geração de dados e informações que apoiem políticas públicas, planejamento territorial e estratégias de preservação dos recursos naturais”, acrescenta a doutoranda.
Nesse sentido, ela considera que o apoio financeiro do PIBPG/CNPq favorece as condições para o aprofundamento dos seus estudos. “A bolsa vai permitir a minha dedicação contínua às atividades acadêmicas e produção científica, incluindo análises, participação em eventos científicos e desenvolvimento das etapas da pesquisa”, finaliza.
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Por Scheyla Horst
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